Ler, crer, ver

23 setembro 2014
Ler. Para mim essa palavra está estritamente ligada e indissociável com o verbo sentir. E é isso que me faz escrever.


Leitura é um processo. E quando digo isso quero mostrar que antes de mais nada aprendemos a ler quando somos crianças, e se for oferecido a oportunidade de sermos apresentados a literatura ainda pequenos nós entramos no processo de descobertas  e de se deixar levar e ser conquistados pelas páginas de um livro. Sabe, aquele livro de contos que era o seu preferido e que pedia para alguém contar para você durante a noite. Até que entramos no processo de amadurecimento, não tem  ninguém pra ler para você e ai você se descobre novamente resgatando aquilo que aprendeu e decifrando o emaranhado de palavras que surgem a sua frente e assim se descobre em um novo espaço que pode dizer ser só seu, em sua mente.

Quando criança nem lembro quando, um  alguém deu o primeiro passo por mim e me iniciou nesse processo. Acredito que tenham sido os professores e meus pais que tão prontamente deram continuidade. Se não fosse por eles, não sei se seria um leitora hoje. E agora, esse lugar cativo  é ocupado pelos autores, aqueles que me apresentam nossas possibilidades de se imaginar, refazer e por que  não, acreditar também um pouco no impossível e no improvável. Costumo dizer que é um mundo, o nosso mundo, que tão brilhantemente os escritores compartilham conosco. Para cada leitor existe o seu próprio mundo. Por isso aprecio os escritores que conseguem com um história criar dimensões tão diferentes e nos faz sentir. E é aí que está a indissociável relação entre ler e sentir. Sentir apego por um história, sentir através do autor e com o personagem, sentir afeto e satisfação.Sentir o mundo a nossa volta de uma forma tão singular.
O que para mim é um hobby também é uma paixão, que me faz sentir. Sentir o quê? Tudo. Tudo ao mesmo tempo nesse emaranhado de palavras que fazem todo sentido para mim.

E o processo não acaba. Processo de se despedir de um personagem, de se recuperar das reviravoltas, encontrar um tempo para ler e achar mais uma autor para chamar de amigo.Esse processo mutável que espero nunca ter fim, pois histórias nunca morrem enquanto tiverem um alguém para continuar no processo.

Aos autores, parabéns! Gostaria de ter metade do seu talento com a escrita, como não tenho, parabenizo vocês e suas histórias independentemente do dia. Que dias de inspiração não faltem à vocês, assim como as páginas em branco para serem preenchidas.



O que é mais difícil não é escrever muito; é dizer tudo, escrevendo pouco.
Júlio Dantas




"Então eu descobri que já nasci com esse problema
Eu gosto de escrever, eu gosto de escrever, crer, ver
Ver, crer, eu gosto de escrever."
                                        Trecho da música - Linhas Tortas 
                                        Gabriel, O pensador


Thamires Vicente
Thamires Vicente, carioca de 22 anos. "PALAVRAS são capazes de causar grandes sofrimentos e por vezes remediá-los"
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3 comentários:

  1. Oi Suzi.

    Eu indiquei você para uma TAG lá no blog ok? Se quiser fazer sinta-se a vontade, pensei em avisar lá no grupo, mas como por lá é facil das conversas se perderem rsrs.

    Beijossssss Fer

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  2. Incrível. É bem o que eu sinto sobre os livros.
    Acho que, sem eles, eu não seria metade do que eu sou. <3

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  3. Muito legal o seu blog.
    estamos seguindo todos os canais :)
    bjsss

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