[Especial] Samanta Holtz - 27. Infância da Autora

27 abril 2015

Tem coisa mais gostosa que a infância? Aquela fase onde só brincávamos, dormíamos, estudávamos... sem a menor preocupação? Onde a pureza e inocência eram nossas fiéis escudeiras? Por esse motivo vamos falar sobre a infância da nossa querida autora. Vamos la?


Quando penso em minha infância, não consigo deixar de pensar também na família. Toda a minha vida foi pautada no amor das pessoas que amo – meus pais, irmãs, tios, primos e avós. Tive a honra de crescer em um ambiente de união e alegria que é um dos grandes responsáveis pela pessoa que eu sou hoje. Ah, como é importante prestarmos atenção no ambiente que estamos proporcionando às crianças que nos cercam...! É determinante para os adultos que se tornarão um dia.

Uma figura muito marcante da minha infância é a minha avó Irma. Ela se tornou um forte exemplo de otimismo e perseverança devido à forma como lutou contra o câncer. Durante seis anos, ela enfrentou a doença sem jamais soltar uma única reclamação ou palavra negativa. Nós íamos visita-la e a encontrávamos sempre com o mesmo sorriso, não importava os sintomas que estava passando após os tratamentos.

Na época, eu não tinha noção da doença ou da sua complexidade – e acredito que os adultos acabavam nos poupando disso. Foi somente depois que a doença a levou embora (e, já adolescente, enfim entendi do que se tratava) que passei a entender a força e magnitude daquela mulher.

Resolvi falar nela não somente pelo exemplo que ela se tornou em minha vida mas porque ela foi uma das primeiras a perceber minha “alma de escritora”. Minha tia me conta que, quando eu era bem nova, falei uma frase: “Que os maus sejam bons e os bons sejam simpáticos”. Minha avó anotou a frase e, sempre que ia ao hospital, repetia a frase às enfermeiras e contava que era a neta dela que havia criado. Eu nem me lembro disso, para ser sincera... rs... se minha tia não me contasse, eu nem saberia.

A foto que escolhi para essa postagem é uma das que ela mais gostava. Ela achava bonita minha expressão, o olhar perdido... e, em casa, quando olhamos essa foto, nós nos perguntamos se já havia ideias e histórias nascendo naquela cabecinha de escritora-bebê! (risos) Além disso, mostra que, desde aquela idade, eu já tinha o hábito de “entrar na bolha” – termo que minhas irmãs criaram para descrever os momentos em que mergulho em pensamentos. Continuo fazendo essa carinha até hoje – a diferença é que não sou mais carequinha!

Eu teria centenas de fatos e pessoas para mencionar em relação à minha infância, mas escolhi este em especial por estar, de algum modo, relacionado a quem sou hoje e aos sonhos que carrego em meu coração. Se Deus dá um dom a cada um, ela, de alguma forma, enxergou o meu. Mesmo que sutilmente, através de uma frase dita por uma criança.

Obrigada, vovó Irma, por continuar fazendo parte da minha vida mesmo tantos anos depois de ter partido para os braços de Deus. Sei que, onde quer que você esteja, está acompanhando nossas vidas... e repetindo aos anjos que a cercam as frases que sua netinha não perdeu o hábito de criar!


Sam que história linda, e agradecemos muito por compartilha-la com a gente. Sua avó era uma grande sábia por enxergar a grande escritora em você desde sempre. Muito obrigada.

Curtiram saber mais sobre a Sam? Amanhã tem mais, beijos :*
Suzane Cruz
Suzane Cruz, 23 anos, baiana que mora na Cidade Maravilhosa. Potterhead, bailarina e formada em Design de Interiores. Andou vivendo o que lê e precisou de companhia.
6 Comentários | BLOGGER
Comentários | FACEBOOK

6 comentários:

  1. Infância é a fase mais linda de nossa vida! Como ela minha avó tbm representa muita coisa boa da minha fase de criança! Lindo post!
    Beijos e estou seguindo aqui!
    http://nossarotina-arthur.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada Dani. Demais essa fase né? E os avós tem um papel tão maravilhoso nelas que é impossível não lembrar deles, obrigada por sua visita. Beijos :*

      Excluir
  2. A infância é a melhor fase que tem! Lembro-me das brincadeiras na casa de minha vó, os biscoitos que ela fazia, tantas histórias... =)

    https://oconhecimentolivre.wordpress.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Siiiim, inumeras histórias lindas. Muitas saudades dessa fase maravilhosa. Grande beijos :*

      Excluir
  3. Nossa me emocionei, porque lembra muito a minha história com a minha avó Adelita. Ela era uma guerreira, alias minhas duas avós eram, mais ela em especial era mais. Conseguiu vencer na vida quando não tinha nada e 5 bocas para alimentar e criar (sozinha) e nunca falou nada ou se fez de coitada. Quando se reunia com suas irmãs ou outras senhoras, era aquela disputa para quem tinha o melhor neto/a e lá estava ela falando de mim do quanto lia, do quanto escrevia, do quanto estudava. A partida dela foi e continua dolorosa apesar de tantos anos. Enfim, falei demais, nunca li nada dela mais depois dessa vou ter que ler. Beijos

    https://pausandoavida.wordpress.com/
    Grupo Blogueiros http://goo.gl/CRNI24

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tão lindas essas histórias que fazem nos lembrar das nossas, né. Com recordações de força, alegria e do quão era bom a infância. É importante ter essa coisa familiar impregnada na nossa história, nos faz adultos melhor.

      Obrigada por dividir conosco sua história, querida. Grande beijo :*

      Excluir

 
© Memórias de uma leitora, VERSION: 01 - BLUE FLOREST - janeiro/2016. Todos os direitos reservados.
Criado por: Maidy Lacerda
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo