[Resenha] Objetos Cortantes

13 maio 2015
Autor: Gillian Flynn
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Classificação:
Sinopse: A repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida.
Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sus família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas.

Camille Pareaker está na casa dos trinta anos, solteira e é jornalista investigativa do Daily Post,um jornal pequeno de Chicago. Na cidade onde Camille nasceu estão acontecendo supostos assassinatos em série de crianças, então Curry, seu editor-chefe, a manda para lá para cobrir a matéria que acreditava que o tornaria o jornal preferido de Chicago.
Camille não estava muito animada em voltar para Wind Gap e encarar os fantasmas de sua infância e adolescência.
"Fiquei sentada em silêncio, catalogando vários desastres que poderiam ter se abatido sobre Wind Gap. É uma daquelas cidades decadentes com vocação para a desgraça. Uma batida de ônibus ou um tornado. Uma explosão em galpão ou um bebê caindo em um poço."
Sem ter onde ficar, Camille vai para casa de sua mãe. Mas a relação entre as duas é meio conturbada, Camille sempre se sentiu rejeitada pela mãe, Adora, que dava atenção maior a sua irmã Marian, e desde sua morte as coisas se tornaram piores. Alan, o padrasto, sempre foi indiferente, pomposo... E Amma, sua desconhecida meia-irmã de 13 anos, aparenta ser muito problemática para sua idade. Mas os problemas naquela família eram muito maiores e isso é um dos focos principais da história, e conseguimos compreender quão destrutivo pode ser maus relacionamentos.

Sem obter ajuda alguma da polícia local, Camille resolve investigar por conta própria. Ann Nash foi assassinada, sendo estrangulada até a morte e tendo seus dentes arrancados, e Natalie Keene estava desaparecida. Porém durante as investigações de Camille, Natalie foi encontrada morta nas mesmas circunstâncias de  Ann. Ela então começa a conversar com várias pessoas da cidade, atrás de informações que pudesse contribuir para sua matéria e precisa lidar com pessoas eufóricas por seus nomes em jornais, fofocas e uma cidade inteira querendo fazer parte daquilo. Tudo isso só faz Camille se lembrar de como odeia aquele lugar.
"Algumas pessoas adorariam que o assassino fosse de Wind Gap. Alguém com quem tivessem pescado um dia, algum colega do grupo de escoteiros. Daria uma história melhor."
Em meia as investigações Camille passa a se lembrar de seu passado naquela cidade, um mal relacionamento com a mãe, a morte de sua irmã, garotos que a usavam, bebidas, drogas, e então seu problema psicológico volta a tona: Camille tem sérios problemas com Objetos Cortantes. Essa é a hora em que (pra mim) a história começou a fazer mais sentido, pois é onde descobrimos o porque do nome do livro e a narrativa fica mais fluida.

O livro é sensacional, é um misto de mistério e descobertas incrível. Um pouco forte demais para mim, já que aborda muito sobre estupros, drogas e bebidas (eu sei, sou fresca) mas isso só fez o livro ser mais intenso. Ficamos o tempo todo tentando criar ligações e lógicas entre as mortes de Ann e Natalie. Tentando entender porque Adora se comporta de forma atípica para uma mãe. Porque Amma é uma grande "vagaba" em corpo de menina de 13 anos. São muitas perguntas que vão nos instigando durante a leitura, Confesso que gostei muito mais de Garota Exemplar, mas a autora tem o dom de remexer no que tem de mais obscuro no ser humano, te cutucar suas feridas mais profundas... Gillian Flyn faz isso com maestria...




Suzane Cruz
Suzane Cruz, 23 anos, baiana que mora na Cidade Maravilhosa. Potterhead, bailarina e formada em Design de Interiores. Andou vivendo o que lê e precisou de companhia.
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8 comentários:

  1. Estava louca para ler um livro de mistério. Comprei Refúgio (indicação da Marcela Cilento) mas não estou me animando muito com ele não. Mas vamos terminar antes para ter uma opinião concreta, né? Já leu?
    Quero muito ler esse
    Beijos

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    1. Nao conheço Refúgio, mas o nome me pareceu bom. Depois me diz o que achou dele e pode ler Objetos Cortantes, é demais.

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  2. Já havia visto que esse livro era bom, mas a sinopse não tinha me animado muito não. Me animei um pouco depois da sua resenha, ele realmente parece ser bom, vale dar uma chance a ele.
    Beijos!!

    cantinhodayaah.blogspot.com

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    1. Vale sim Yasmim, vale a pena ler. E fico feliz que minha resenha tenha a animado pra ler. Beijos.

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  3. já ouvi falar muito desse livro, mas ainda não tive a chance de ler.
    parece ser bom >.<

    Primeiros Acertos ❥❁

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    1. Muito bom sim, Karoll. Leia e depois me conta. Beijos.

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  4. Oi suzane, amei esse livro e também achei Garota exemplar melhor, mas objetos cortantes foi a primeira obra da autora, então ela ainda está amadurecendo sua escrita. Fiz uma resenha também, espero ver você lá.
    Boo Nina,
    http://www.rascunhocomcafe.com/2015/05/objetos-cortantes-palavras-que-ferem-na.html

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    1. Siiim, Gi. Devemos dar um desconto pra autora né? Mas ja virei fã e já quero o próximo livro dela, Gillian Fllyn arrasa.

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