[Resenha] Caixa de pássaros - Josh Malerman

11 junho 2015
Caixa de Pássaros
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 268
Classificação:
Sinopse: Um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.
A história começa com Malori (sim, é um nome um tanto incomum, mas com o tempo nos acostumamos) relatando a sua mudança de casa, a vivência com a sua irmã e a descoberta de sua gravidez totalmente inesperada. E é aí que começa as notícias dos jornais pipocarem. Coisas fora do comum começa a acontecer em algumas regiões. Pessoas normais que de uma hora para outra enlouquecem e matam da forma mais brutal possível  qualquer um que esteja mais próximo e em seguida se mata. É claro que notícias como essas logo se tornam um enigma a ser desvendado. Esses casos pontuais a cada dia ficam mais frequentes e espalhados por todo país. O noticiário e a internet é tomada por mortes e teorias surgem junto com o desespero conjunto.
Sem saber os por quês e como se proteger daquela loucura Malori que até então era cética a respeito da histeria geral começa a temer e precisa se proteger. Acredita-se que as pessoas fiquem loucas a ponto de por exemplo: arrancar os olhos de outra com os dedos, após ver alguma coisa, uma coisa que a deixe louca a ponto de se suicidar. Uma coisa... um o quê? Ninguém sabe o  que é, mas sabe que é preciso se proteger seja o que for. Seguindo essa teoria todos cobrem as janelas de casa, fecham as portas e andam nas ruas com os olhos vendados, SEMPRE!
"É um blecaute, pensa Malori. O mundo, o exterior, está sendo desligado. Ninguém tem respostas. Ninguém sabe o que está acontecendo. As pessoas estão vendo alguma coisa que as leva a machucar os outros. A machucar a si mesmas. As pessoas estão morrendo. Mas por quê ? " 
O tempo passa e não há resposta alguma e o silêncio na vizinhança é total enquanto cada um se prende dentro de suas próprias casas. Malori, obrigada pelas circunstâncias tem que se mudar, procurar um local seguro para o seu bebê nascer e crescer. Isso a faz sair em uma viagem insana com os olhos vendados dirigindo o seu carro até um refúgio que abriga outras pessoas. Em um mundo como esse em que Malori está vivendo ela terá que tomar decisões difíceis e até mesmo irracionais, mas tudo pelo sobrevivência. Isto sempre terá que vir em primeiro lugar na nova vida de Malori neste mundo em que ninguém escolheu viver. O que a leva outra viagem rio abaixo remando um barco de olhos vendados com as crianças a bordo, onde ela acha que pode encontrar esperança.
"- Você deve cegar os bebês- disse.- No instante que nascerem.
Isso abria a porta para um reino de possibilidades assustadoras, coisas que talvez tivessem que ser feitas, decisões talvez que ela precisasse tomar, mas que ninguém do velho mundo poderia estar realmente preparado para suportar. E a sugestão, por mais horrível que fosse, nunca desapareceu por completo na mente dela " 
O mistério de saber o que espreita cada janela do lado de fora e andar de olhos fechados, parece aterrorizante. Mas para mim, pior do que isso, é acompanhar os personagens precisando ir para o exterior dessa forma sem poder saber onde a criatura que eles tanto temem está. Não há barulho algum que evidencie a sua chegada e nem eles mesmos sabem do que fogem.

Desde o início inúmeras perguntas surgem e vão sendo acumuladas com outras. Houve cenas que fizeram eu ter um faniquito de tanta apreensão que me causou. A cada movimento e virada de Malori, faz nós leitores prendermos a respiração para ver o que irá acontecer em seguida. Por vezes achei Malori rígida e um pouco cruel na criação das crianças. Mas essa era a preparação que elas precisavam para o mundo em que nasceram. É um livro que prende a atenção, sempre terminando os capítulos com pontas soltas.  Me decepcionei um pouco pois não tive as respostas que me perseguiram durante a leitura, o desfecho é digno, mas as perguntas tive que guardá-las para mim e fazer como os personagem e lidar com elas. Ainda assim, indico a leitura! :)



Thamires Vicente
Thamires Vicente, carioca de 22 anos. "PALAVRAS são capazes de causar grandes sofrimentos e por vezes remediá-los"
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2 comentários:

  1. Eu vi a indicação desse livro na turnê que fui da intrínseca, e desde então quero ler ele! Até cheguei a comprar pelo Kobo, mas ainda não tive tempo. Essa resenha só me deixou com vontade de ler um pouco mais. Que malvada você. D:
    Arquivosderafaela.blogspot.com

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    1. Rafaela leiaaaa!kkk :D
      Eu estava namorando esse livro desde que ele foi lançado e foi lá na turnê da Intrínseca que eu comprei ele, acredita?
      Depois que ler me conta o que você achou.

      Obrigada por comentar.

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