[Resenha] Divergente - Veronica Roth

09 março 2016
Divergente
Editora: Rocco
Gênero: Distopia
Páginas: 504
Classificação: 
Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Esse é um daqueles livros que eu não tenho vergonha de dizer que eu estava errada acerca dele. Assim que a primeira adaptação foi para os cinemas e surgiu o boom de pessoas que ainda não leram correndo para ter a trilogia, logo pensei que era mais um filme adolescente bobinho ou que seria mais uma daquelas trilogias que tem um romance juvenil. Até que assisti ao filme -é, eu assisti primeiro- e corri também para ter os livros. E aqui está mais uma resenha de um livro que se tornou um queridinho.

Apesar de ser sim um livro juvenil e ter até mesmo um quê de romance ele não se reduz a apenas isso. Superou as minhas expectativas -que de início eram bem baixas- e me surpreendeu. Em uma sociedade totalmente repaginada e diferente da qual nós conhecemos encontrasse Beatrice que aos 16 anos, assim como todos os outros de sua idade, precisa fazer um decisão que irá ter que carregar pelo resto da vida, escolher sua facção. Nessa Chicago futurista as pessoas são divididas por facções a cada qual contribui para a manutenção da comunidade de uma forma, e o que faz cada qual pertencer a uma delas em específico é a sua qualidade predominante.
" As coisas têm funcionado dessa maneira desde o começo da grande paz, quando as facções foram formadas. Acho que o sistema é mantido porque tememos o que pode acontecer se acabar: a guerra."
Beatrice não se conforma com muitas coisas da facção de seus pais, a qual faz parte até escolher a sua própria, e até mesmo não vê sentido em muitas coisas que acontecem ao seu redor. Durante o teste do qual todos precisam ser avaliados para descobrir qual a sua aptidão predominante, Beatrice descobre que é Divergente, não pode ser rotulada em apenas uma das facções disponíveis e tão logo descobre que isso deve ser um segredo e que ser Divergente não será tolerado e poderá colocar a sua vida em risco. Bea, que nasceu na Abnegação escolhe de última hora ir para o grupo mais improvável, a Audácia, onde coragem e destreza são qualidades estimadas. Na Audácia ela é posta a prova a cada momento e enquanto mais tempo passa lá mais certeza tem de que ali é o lugar da qual ela sempre pertenceu. A todo momento escolhas precisam ser feitas e a autora é bastante enfática, que todas suas escolhas terão um desdobramento e  que mesmo assim ela precisarão serem feitas.

Em um ambiente que vai se mostrando corrompido e uma sociedade que não é tão perfeita como aparenta, Tris -nome que ela escolhe ao mudar de facção-  vai se transformado de uma menina ingênua e inocente em uma mulher forte e sagaz. Foi excelente ver a evolução da personagem e a força que ela é representada, apesar dos seus medos, inseguranças e incertezas acerca do seu futuro, essa fragilidade não é exteriorizada. O romance que ocorre, não predomina a história o que achei excelente. Apesar de Tris ser determinada e forte ela não é mostrada de forma heroica e inalcançável e sim é posta de forma humana, com todos os seus medos e receios - o que pode ser visto através dos seus pensamentos a cada capítulo- mas o que faz ela ser diferente e ela enfrentar e defender aquilo que acredita. Ah, e de início pensei que iria odiar o Quatro -par romântico de Tris- até eu acabar caindo de amores por ele também.

Linguagem simples e envolvente e que fez eu me arrepender por ter lido rápido demais. 
"Às vezes vão. E às vezes são apenas substituídos por outros medos.- Mas o objetivo não é perder o medo. Isso seria impossível. Aprender a controlar seu medo e libertar-se dele é o verdadeiro objetivo"
Thamires Vicente
Thamires Vicente, carioca de 22 anos. "PALAVRAS são capazes de causar grandes sofrimentos e por vezes remediá-los"
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2 comentários:

  1. Eu tive bastante preconceito a princípio também, mas confesso que me surpreendeu. Tenho a resenha dos quatro livros lá no blog, com pouco spoiler, se quiser dar uma passadinha por lá, fique à vontade!

    Beijoooo

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    1. Obrigada, vou dar uma olhada sim.

      Obrigada pelo comentário.

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