[Resenha] A Chave de Rebecca - Ken Follett

03 maio 2017

Editora: Arqueiro
Gênero: Aventura / Suspense
Páginas: 352
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Classificação: 
Sinopse: Norte da África, Segunda Guerra Mundial. As tropas britânicas na região estão sofrendo perdas significativas. Não há dúvidas de que alguém está informando o inimigo sobre os movimentos e planos estratégicos do exército britânico. O espião é conhecido por seus compatriotas alemães como Esfinge, mas para todos os outros é o empresário europeu Alex Wolff. Após cruzar o deserto, ele chega ao Cairo, no Egito, munido de um rádio, uma lâmina letal e um exemplar do livro Rebecca, de Daphne du Maurier. Violento e implacável, ele está disposto a tudo para cumprir a missão que recebeu. Para isso, conta com a ajuda de uma dançarina do ventre tão inescrupulosa quanto ele.O único homem capaz de detê-lo é William Vandam, oficial da inteligência britânica que precisa desvendar o enigma do Esfinge para interromper o avanço dos nazistas. Ao mesmo tempo que os alemães chegam cada vez mais perto da vitória final, Vandam também se aproxima de seu adversário, da chave que revela o código escondido no livro – e do combate mortal...
Mais um de Ken Follett! Depois que me apaixonei pelo primeiro livro que li do autor: O Homem de São Petersburgo, decidi continuar conhecendo-o através das suas outras histórias. Percebi que é uma característica do autor fazer enredos bem elaborados e com duas ou três tramas com linhas de história diferente que acabam se juntando no decorrer da história e causando no fim aquele suspense. Além de sempre ter como plano de fundo acontecimentos históricos, misturando ficção e não-ficção  dando mais densidade e realismo a história. Já eu, como característica gosto muito de livros que envolvem eventos históricos e acontecimentos reais, então estou convencida de que achei um autor para mim!
"Os muros que uma pessoa constrói para se proteger também a cercam."

A Chave de Rebecca ocorre em meio a segunda Guerra Mundial, onde as tropas britânicas estão com seus quartéis generais a pleno vapor montadas no Egito criando planos estratégicos para a batalha que está acontecendo em meio ao deserto e enquanto isso os alemães liderados por Hitler querem avançar a todo custo e para isso contam com a ajuda de seu espião Alex Wolf, de codinome Esfinge.

Alex Woff tem origem egípicia e alemã e tem os seus motivos para ter escolhido em que lado da guerra deseja lutar. Ele é implacável e astuto, atravessou o deserto por conta própria munido de seu rádio e o livro-código A Chave de Rebecca para se certificar que chegaria ao Cairo sem ser percebido para colocar em prática o seu plano de conseguir informações estratégicas de guerra para repassá-las aos nazistas. Ele está determinado e fará tudo ao seu alcance para conseguir o que quer, e ele é muito bom em manipular. Já Willian Vandam, oficial de inteligência britânica é o único homem que está disposto a seguir as pistas e se certificar-se da periculosidade de Wolf quando parece que mais ninguém no quartel se importa ou o apoia.


A determinação de Alex lembrou-me bastante do personagem de O Homem de São Petersburgo, talvez essa seja mais uma característica da escrita de Follett, criar personagens determinados e fortes e de origens nem sempre promissoras. O que também é bastante perceptível em sua escrita é que por mais que o protagonista já tenha sido designado não quer dizer que as personagens figuras femininas fiquem de lado. Ao contrário, tem um lugar de destaque e de grande importância, posso até dizer que parte do enredo se desenvolve graças a Elene e a Sonja.
"Era uma homem atraente, muito mais glamoroso do que qualquer um dos amantes de Elene, mas que ela sentia medo, sentimento que não vinha somente do que sabia sobre ele, de sua história, seus segredos e sua faca, mas de uma compreensão intuitiva de sua natureza: de algum modo sabia que o charme dele não era espontâneo, mas manipulador, e que se ele parecia gentil era por que desejava usá-la."
"Tinha tentado cultivar uma atitude de indiferença, talvez de leve desprezo, mas em vão. Agora, olhando-o rezar, pensou: E o eu faço quando esse homem que odeio aparecer à porta? Beijo seu rosto, mando-o entrar e lhe sirvo o jantar."
O que eu mais acho incrível no livro é a capacidade de Follet de abordar temas variados e com diversas histórias que conquistam a sua importância e que juntos na obra criam um história intensa e envolvente que faz você virar as páginas rapidamente. Um oficial britânico, uma dançarina do ventre, um espião e uma jovem egípcia  que juntos nas mão do autor consegue compor um cenário digno de filme e com pinceladas de ação, drama e romance em um só livro. E cria vinculo com os personagens que você acaba por se interessar pela histórias dos secundários também. Além de as descrições das cidades e do modo que as pessoas se comportam, assim como as ruas apertadas e confusas do Cairo são bem verossímeis, posso dizer isso pois antes de ler o livro (por coincidência) estava pesquisando sobre o assunto.


Para quem gosta do gênero assim como eu, será uma leitura agradável e rápida, tem é claro as reviravoltas inesperadas (e esperadas) mas sem nenhum suspense desnecessário. Li o livro em pé na sala de espera do médico, acredita? A capa a parte é uma marca registrada das publicações do autor aqui no Brasil, lindas e com uma pessoa de costas  para dar todo o ar de mistério, a capa que mais gostei! A Chave de Rebecca veio para afirmar a minha vontade de continuar a ler as obras do escritor.

P.S uma observação, apesar de saber o destino de Sonja na história eu senti falta de alguns detalhes a mais para o desfecho, afinal de contas ela teve a sua importância e pensei que daria mais ênfase em seu destino.
"- Acho que sempre vou amar. Acho que isso acontece com as pessoas que a gente ama de verdade. Não importa se elas vão embora ou morrem."

Já leram algum livro do Ken Follett ?

Thamires Vicente
Thamires Vicente, carioca de 22 anos. "PALAVRAS são capazes de causar grandes sofrimentos e por vezes remediá-los"
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9 comentários:

  1. Olá
    Essa já é a segunda resenha que leio da obra e só me deixou mais encantado do que já estava. Eu li O homem de São Petersburgo ano passado e adorei a trama. E esse daí também me chamou bastante a atenção. O atenção toe escreve muito bem que atencaoutorcho que atencaoutorcho quete a suas compras eu leria kkk. Até mais ver

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    1. O Homem de São Petersburgo foi a minha primeira leitura do autor também o que acabou me trazendo a esse livro também! Espero que leia esta obra também!

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  2. Oi, Thamires
    Um dos motivos por eu ter curiosidade nos livros do Ken é que suas histórias sempre têm como pano de fundo acontecimentos históricos. E fico feliz que essa tenha sido mais uma história envolvente e que gostou. Infelizmente eu ainda não li nada do autor.
    As fotos ficaram lindas!

    Blog Livros, vamos devorá-los

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    1. Obrigada Letícia!
      Bem por falta de indicação não é kkkk Está super indicado!

      Beijos

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  3. É a segunda vez que vejo falaram sobre esse livro essa semana, e eu nunca tinha ouvido falar do autor antes, estou surpresa hahahaha.
    Bem, confesso que a história não me agradou muito... Até acho interessante que histórias se cruzem, mas, no geral, não chamou muito a minha atenção :/

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    1. Ken Follett é um autor bem conhecido, mas talvez apenas não seja o seu tipo de leitura.

      Beijos

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  4. Oiii!!

    Eu não consegui ler nada do autor! Mas eu tenho muita curiosidade, todas as resenhas que já li sobre ele são elogiosas
    Gostei bastante da sua resenha, mesmo com uma parte não tão trabalhada. As fotos ficaram lindas demais! Parabéns.

    Beijinhos

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  5. Olá, tudo bem? Mas menina você só colocou mais lenha na fogueira para ler Ken. Eu sempre gostei de ele traz parte história e não ficção nas suas histórias, mas sempre tive pé atrás com relação ao suspense. Hoje tudo caiu por terra e preciso do livro dele para ontem. Não sei se é especificamente esse contexto, porém me apaixonei. Adorei a sua resenha <3
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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  6. Oiee Thamires ^^
    Acredita que eu nunca li nada do Ken? Pois é. E olha que sou apaixonada por história, hein...haha'
    Não sei o que acontece, eu tenho muita curiosidade de conhecer a escrita do autor e de ler seus livros, mas acho que tenho medo de estar criando expectativas demais e acabar me decepcionando *-* sendo um livro que você leu em pé (imagino que desconfortavelmente) a espera do médico, deve ser mesmo bom.
    MilkMilks ♥

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