[Evento] Esquenta Bienal 2017

30 agosto 2017

Leitores, como estão lidando com a ansiedade pré-bienal? Está chegando e já estamos contando os dias aqui. E para ajudar a lidar com essa barra, nós do Memórias de uma Leitora fomos ao já esperado Esquenta Bienal.

A cada ano esse tipo de evento está se tornando mais comum e acontece que às vezes temos que escolher entre dois eventos no mesmo dia, e como esse já era conhecido da gente, estávamos lá mais uma vez para essa segunda edição.


O quão bom foi reencontrar os idealizadores Gleice Couto, Alexandre Nunes e dessa vez com uma adição ao squad do Paulo Ratz. Como o esperado, o evento foi interativo e com direito a muitos brindes e livros; e é certamente impossível você não rir, muito divertido.

Muito obrigado aos idealizadores que se emprenharam em fazer um esquenta tão legal e em conseguir aproximar leitores em um local tão agradável. Vocês arrasaram!


Thamires Vicente
Thamires Vicente, carioca de 22 anos. "PALAVRAS são capazes de causar grandes sofrimentos e por vezes remediá-los"

[Bienal no Rio 2017] Dicas

25 agosto 2017
Qual é a maior alegria de um leitor além de livros em promoção? 
BIENAL DO LIVRO, sim ou com certeza?! 

Agora que está pertinho da longa espera acabar eu já desisti de segurar a ansiedade, meus olhos brilham toda vez que eu vejo um post relacionado contando as novidades que estarão a nossa espera. Para essa semana passar mais rápido e chegar logo o dia o Memórias de uma Leitora vai passar a semana fazendo posts sobre o evento e contando os dias juntinho com vocês, e o melhor de tudo, dando dicas também. PRE-PA-RA!

#1 PREPARE UM ROTEIRO

Sei que a intenção é andar livremente e conhecer de tudo um pouco mas lembre-se que o local do evento é bem grande e ficar indo de um lugar para o outro sem um objetivo específico pode cansar. Por experiência percebi que ter um roteiro fará você economizar tempo e não ficar tão cansada.
Não precisa de neura e calcular o seu tempo em cada local, apenas tenha em mente os locais que realmente você queira ir e pontue-os. Isso ajudará principalmente as pessoas que tem apenas um dia para aproveitar o evento.

#2 PONTO DE ENCONTRO

Para você caro leitor que irá com amigos é bom marcar um ponto em comum que todos conheçam e que seja de fácil acesso. Mesmo que estejam em grupo pode acontecer de cada um entrar em um loja diferente. E  mais um vez... por experiência kkkk o celular sempre descarrega na hora errada, então um ponto de encontro deixa todos mais tranquilos e garante a volta de todos juntos para casa.
OBS: Desde criança vou para bienal e andava livremente por lá.(acredite, o ponto de encontro salva!)


#3 LISTA DE DESEJADOS

Mesmo que seja extremamente tentador estar no recantos dos livros, nós meros mortais (pelo menos eu) temos um orçamento limitado. Logo, para facilitar a vida é melhor já ir com um lista dos livros que você realmente já queira comprar e onde encontrá-los e caso sobre dinheiro, se joga nas promoções!

#4 QUEM, AONDE E HORÁRIO

Oi?! Não entenderam? Então, lembrando um pouquinho o item #1. Cada dia de evento está recheado de autores convidados, palestras e bate-papos legais, acontece que às vezes queremos participar de vários e é bom ter em mente (ou melhor, ANOTADO) o local e o horário que vai começar para chegar e garantir um lugar. Já aconteceu com a gente do blog aqui chegar na hora certa mais no pavilhão errado, e lá vai as duas loucas correndo para chegar no encontro. Lembrando que para alguns precisam garantir a senha primeiro, então corre!


#5 APROVEITE

Para mim a Bienal é mais do que apenas um local que vende livros e sim um evento que você pode trocar experiências, conhecer outros leitores e compartilhar ideias. Tire fotos, converse e aproveite cada momento, por que a próxima... só daqui  a dois anos.



Thamires Vicente
Thamires Vicente, carioca de 22 anos. "PALAVRAS são capazes de causar grandes sofrimentos e por vezes remediá-los"

[Resenha] Outros Jeitos de Usar a Boca - Rupi Kaur

23 agosto 2017

Editora: Planeta
 Gênero: Poema | poesia
Páginas: 208
Classificação: 5/5 + favorito
Sinopse: 'outros jeitos de usar a boca' é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.


A muito tempo eu não lia um livro assim, que me deixasse completamente sem palavras. Quando algo me ganha, me prende e transborda, eu tenho extrema dificuldade em expressar, colocar pra fora, falar! 

"Ele tocou meu pensamento antes de chegar à minha cintura, meu quadril, ou minha boca. Ele não disse que eu era bonita de primeira, ele disse que eu era extraordinária."


Sempre que leio livros de contos/versos/poemas, nunca me agrado totalmente, tem sempre aquele texto que não me prendeu, mas Outros Jeitos de Usar a Boca é uma doce exceção. O livro é dividido em 4 partes, "A Dor; O Amor; A Ruptura; A Cura" e as 4 são uma caminhada pela vida, pelos sentimentos e emoções. Ao terminar alguns versos, que não passavam de 2/3 linhas, me pegava parando para respirar, pois o impacto era grande mostrando a dor e a delícia de ser mulher.


"Eu tive que ir embora, eu estava cansada de deixar que você me fizesse me sentir qualquer coisa menos que inteira."

As palavras de Rupi são diretas, retas, sem rodeios, não se demora muito pra interpretar e até mesmo para se identificar, e é isso que o torna perfeito, é lindo e devastador, pois alguns textos vasculham sua alma e encontram seu eu mais escondido, aquele que você não conta a ninguém, mas que Rupi desvendou. 


"Não quero ter você pra preencher minhas partes vazias, quero ser plena sozinha, quero ser tão completa que poderia iluminar a cidade, é só aí quero ter você, porque nós dois juntos botamos fogo em tudo."


Outros Jeitos de Usar a Boca é tão real que te tira o fôlego, te estilhaça e te acalenta a alma, uma explosão de sentimentos que se misturam na descoberta de que não estamos sozinhos, é como ser lida ao invés de ler, se sentindo exposta nas páginas do livro, uma exposição libertadora.

[Notas] muda

21 agosto 2017

as circunstâncias te dizem:  
muda! 
os padrões te dizem: 
muda! 
eles te dizem:  
muda!  
E no fim você se tornou muda...

Suzane Cruz 

[Semana Especial: A Deusa da Guitarra] Quotes

18 agosto 2017

Oi pessoas. Chegamos ao último dia da semana de divulgação do livro A Deusa da Guitarra e deixamos o melhor por último. Para você ficar com mais vontade de ler, separamos uns quotes do livro.




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[Semana Especial: A Deusa da Guitarra] Playlist

17 agosto 2017

Oi pessoas, no quarto dia da semana de divulgação do livro A Deusa da Guitarra e vamos descobrir quais as músicas que inspiraram a escritora.
Eu adoro ler livros ouvindo música.




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Fiquem ligados que amanhã tem mais novidades sobre esse livro. Beijooos!!!

[Semana Especial: A Deusa da Guitarra] Entrevista

16 agosto 2017

Pessoinhas, a Semana Especial continua e hoje venho com uma bela entrevista que a escritora Sasha Marshall nos concedeu.
Então vamos conferir!


1 - Primeiramente queria agradecer a sua disponibilidade em fazer essa entrevista. E para começarmos conte-nos em pouco sobre você.


Sou uma autora americana e fotógrafa de turnês musicais. Viajo em turnês com bandas de rock e blues. Dei aula de economia e história para o ensino médio por dez anos, mas recentemente abandonei a educação pública para dedicar-me é escrita em tempo integral. 

Sou casada com um músico local e feliz, tenho dois filhos e três cães. Amo artes e, geralmente, quando estou por perto, você vai ouvir música. A música é uma das minhas maiores inspirações quando estou escrevendo. 

Tenho Síndrome de Asperger e tenho muito orgulho disso, já que acredito que a maioria de meus talentos advém do Espectro Autista. 


2 - Aqui no Brasil a Editora Coerência está lançando o livro A Deusa da Guitarra, primeiro livro da série The Guitar Face. Como surgiu a ideia de escrever essa série?

Participei de turnês de forma intensa com Allman Brothers Band, sendo inspirada pela música, pelos funcionários da turnê e pela falta de mulheres nessa indústria. Eu queria escrever sobre uma mulher protagonista forte, que fosse tão talentosa e famosa como os homens na indústria da música. Eu também queria humanizar músicos famosos, de modo que os leitores pudessem ver que eles são simplesmente pessoas com os mesmos conflitos que a maioria das pessoas tem. Também foi imperativo mostrar o que difícil é ser músico, manipular a mídia e as demandas da indústria, a fim de tocar a música e viver o seu sonho. A história só parecia fluir de dentro de mim quando me sentei para escrever.


3 - Como foi o processo de criação dos personagens? Você os criou do zero ou se inspirou em alguém?
Alguns dos personagens foram criados a partir do zero, enquanto outros foram inspirados por pessoas que eu conheço ou que conheci. Acho que a maioria dos personagens carrega algo do autor, uma vez que só podemos escrever o que não conhecemos. 
Henley tem muito de mim, mas a personagem também foi inspirada pelos músicos do Allman Brothers Band. Kip foi inspirado em quatro homens que conheço, e sim, eles são ridículos daquele jeito, assim, a minha vida nunca é maçante! Grace foi inspirada na minha mãe, Red no meu falecido avô e Koi é muito semelhante a um grande homem chamado Chank. Jessica, Samantha, Meghan e Katherine são minhas amigas e foram, às vezes, baseadas nas personalidades delas. 


4 - O que você sente ao saber que o seu livro está sendo publicado em outro país?

É muito emocionante! Eu tive muita sorte de conhecer e me tornar amiga da Heloísa. Ela amou os livros e, um dia, me disse que sua mãe queria lê-los em português. Imediatamente pensei se ela poderia traduzi-los para que sua mãe pudesse lê-los. Isso rapidamente se transformou em uma parceria entre nós duas, e ela trabalhou duro para traduzi-los e garantir um contrato de publicação. Os leitores brasileiros e eu temos que agradecer é incrível e linda Heloísa pela versão em português. Eu absolutamente a adoro.
Espero que os leitores considerem que A Deusa da Guitarra e seus personagens possui uma bela história, eu adoraria ouvir as opiniões de vocês! Do fundo do meu coração, obrigada a todos que leram e que vão ler os livros! 


5 - Deixe uma mensagem aos leitores Brasileiros.

É uma história de amor, perda, tragédia e redenção. Há palavrões e senso de humor bem vulgar em determinados momentos, mas é assim que a maioria dos músicos são. Rock and roll não é feito por santos, mas são espíritos belíssimos. Espero que vocês possam se perder na história e conferir a imagem ampla desses personagens incríveis. 
E, por favor, me escrevam para dizer um oi! Eu amo conversar com leitores!

Contatos da autora: 
Sashamarshallauthor@yahoo.com | Facebook


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[Semana Especial: A Deus da Guitarra] Conhecendo a autora Sasha Marshall

15 agosto 2017

Hello pessoas.
No segundo dia da Semana Especial: A Deus da Guitarra vamos conhecer um pouco da autora Sasha Marshall.

Biografia:
Sasha Marshall é uma autora americana que vive em Macon, Georgia. Até o momento ela publicou os primeiros cinco livros da série The Guitar Face. Recentemente publicou o primeiro livro de uma nova série, denominado Under the Cornerstone. Sasha é casada, tem dois filhos e três cachorros. É bacharel em História da Arte, possui mestrado em Ciências Sociais e fez especialização em Educação Tecnológica. Seu livro de estreia "A Deusa da Guitarra" ganhou dois prêmios no Summer Indie Book Awards 2016, nas categorias Humor e New Adult.








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[Semana Especial: A Deusa da Guitarra] Capa + Sinopse

14 agosto 2017

Oi pessoas. Hoje começa a semana de divulgação do livro A Deus da Guitarra da escritora Sasha Marshall, publicado pela Editora Coerência. Vamos saber tudo sobre o livro dela.
Então vem comigo!

Sinopse: Minha história não é para quem tem coração fraco. Ela é repleta de lindos empecilhos e tragédias que beiram a aflição. Eu nasci no mundo do rock-n-roll, era uma mera menina, que só queria ter sua própria cara de guitarra. De alguma forma, entre amplificadores, acordes e guitarras, encontrei o meu lugar. Nasci para criar música e fazer a multidão ficar de joelhos… até ser interrompida. Até o momento em que, pensar em fazer parte disso tudo, sem a presença dele, me causava náuseas.

Pensei que pudesse fugir do rock-n-roll, mas não consigo. Meu irmão é um rock star, e todos os nossos amigos fazem parte dessa indústria. De uma forma ou de outra, tenho o pressentimento que serei sugada de volta, apesar de temer não sobreviver. Talvez eu tenha mais chance de sobreviver ao rock-n-roll do que de sobreviver ao Jagger Carlyle. Jag é o melhor amigo do meu irmão, vocalista principal e guitarrista da banda Broken Access. Eu o amo desde menina, mas a indústria da música e o meu medo de rejeição, me impediram de assumir esse sentimento por todos esses anos. Quando as faíscas começam a inflamar e o mundo se empenha em nos separar, chego a pensar se o amor será o bastante.

Minha história te fará chorar, seja por tristeza, ou por causa do Kip. Basicamente, Kip é um idiota, mas ele é o meu melhor amigo. Ele tem o hábito de me acordar com filmes pornográficos europeus ridículos, e tem o dom de dizer as coisas mais inadequadas. À noite, é baterista; durante o dia é meu parceiro de crime. Eu deveria ter me apaixonado por ele, mas ele nunca cala a p***a da sua boca. Ele sempre foi o meu porto seguro, e, quando meu coração é partido em dois pelo Jagger, é Kip quem fica ao meu lado.

A Deusa da Guitarra ganhou dois prêmios SIBA, o segundo lugar como melhor romance independente de Humor e segundo melhor New Adult. Ele é o primeiro volume de uma série, com uma forte protagonista, bad boys e muito rock. Não se trata de um romance clichê com rock stars; ele te levará a uma nova aventura, diferente de tudo o que você já viveu. Se você procura por uma história de redenção, com alívio cômico e conteúdo altamente sensual, você encontrou o que procurava. Se você se ofende com rock stars tatuados, sensuais, e com linguagem vulgar, esse livro não é para você. Leitura inadequada para menores de 18 anos. A série possui conteúdo sexual, violência e linguagem inapropriada.



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[Notas] Tu!

12 agosto 2017

Tu! 
Que me tira o sono, a sanidade e as vezes a roupa. 
Tu! 
Que me faz querer viver para sempre ao seu lado. 
Tu!  
Que me devolve a paz que o mundo tira. 
Tu! 
Que eu quero amar cada vez mais.

Ranielli Cruz

[Cinema] O Rei Leão: Ator de “12 Anos de Escravidão” pode viver Scar em live-action

07 agosto 2017


O live-action de O Rei Leão só deve chegar às telonas no primeiro semestre de 2019, mas as negociações com o elenco que dará vida aos personagens seguem a todo vapor.

De acordo com o The Hollywood Reporter, Chiwetel Ejiofor, o astro de 12 anos de Escravidão, está negociando para ser a voz do terrível tio Scar no live-action da Disney, o site ainda afirma que as filmagens já estão sendo realizadas em Los Angeles. Jeremy Irons fez a voz na animação original.

A produção terá o ator Donald Glover fazendo a voz do herói Simba e o veterano James Earl Jones novamente dublando o rei Mufasa. Também estão confirmados os atores Seth Rogen, Billy Eichner e John Oliver.

O veterano Jeff Nathanson foi contratado para escrever o roteiro do próximo sucesso do estúdio, que já conta com Jon Favreau na direção, responsável por Mogli: O Menino Lobo.

Ansiosos? 

[Resenha Cinematográfica] O Mínimo Para Viver (To The Bone)

04 agosto 2017

Titulo: O Mínimo Para Viver (To The Bone)
Data de lançamento: 14 de julho de 2017 (Na Netflix)
Duração: 1h 47min
Direção: Marti Noxon
Gênero: Drama
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.

Nossa protagonista é Ellen (Lily Collins), uma jovem de 20 anos que lida com um distúrbio que afeta muitas pessoas mundialmente: a anorexia. Durante o filme vemos cenas em que Ellen brinca com a comida tentando adivinhar suas calorias e repleta de humor negro, no fim das contas comendo apenas a vagem. Ela mora com seu pai (que raramente está em casa), sua madrasta e meio irmã, a convivência com elas é muito boa e é sua madrasta que, preocupada com a situação de Ellen, a leva em um novo médico que tem métodos nada convencionais de tratamento.


O médico William Beckham (Keanu Reeves) oferece um tratamento que desafia a enfrentar sua condições e adquirir esperança em viver convidando-a a uma casa/clínica. William não trata seus pacientes como coitados, e os questiona se eles realmente querem viver, afinal ele não tratará quem quer morrer. 


Na casa Ellen conhece outros jovens que tem a mesma condição que ela, cada um com suas diferenças e seus motivos, e começamos a conhecer mais sobre o distúrbio alimentar que os acomete. Conforme os pacientes ganham peso, eles ganham pontos que acumulados os dão algumas regalias, como poder sair e fazer o que quiser. A intenção é ser um jogo que os salvarão da morte.


Percebemos que a doença vai muito além de apenas não comer, Ellen mastiga os alimentos e os cospe, não se permitindo engolir, faz abdominais em excesso chegando a machucar suas costas e muitas caminhadas, tudo para não engordar. As cenas em que Ellen é pesada são muito fortes, a câmera foca em sua magreza excessiva mostrando todos os seus ossos e nos dá um certo desespero.

O filme é bem forte, eu mesma senti vontade de chorar em alguns momentos e me identifiquei um pouco, não com a anorexia em si, mas com os sentimentos de Ellen, com a força que ela tem que ter pra enfrentar sua doença. Confesso que fiquei esperando que o filme me desse motivos para Ellen ter anorexia, mas percebi que esse não era o foco dele, o foco era nos mostrar como é ter a doença e como é difícil pra quem passa, e criarmos compreensão e empatia.


Uma cena que também me tocou bastante foi a reunião familiar onde estava a mãe de Ellen e sua namorada, a madrasta e meio irmã. Todas aquelas pessoas falando do distúrbio de Ellen e como isso afetava suas próprias vidas me deixou angustiada, afinal o foco ali era o tratamento da protagonista e não seus próprios problemas, foram atitudes muito egoístas que me deixaram aflita.


Eu esperava mais do final do filme, talvez o meu eu interior esperasse uma solução, um desfecho em que Ellen estaria bem e curada, como se eu precisasse disso pra ter esperanças de que tudo ficaria bem, mas o filme mais uma vez me mostra que eu estava errada. No mundo real a solução não chega de uma hora pra outra, é um processo, um tratamento, uma luta diária contra você mesma e o seu cérebro e isso leva tempo, demora. Então o filme nos mostra Ellen cedendo ao tratamento, se permitindo tentar mudar e não é isso que realmente importa? A partir do momento que você entende sua condição e procura se tratar já é um grande avanço a vitória.


O Mínimo Para Viver trás um tema polêmico de forma simples fugindo do clichê em trazer uma solução e mostrando a realidade. Vale muito a pena assistir. O filme está na Netflix.


ASSISTA AO TRAILER:

[Resenha] #Eu, meu cachorro e meus pais separados - Letícia Sardengerg

02 agosto 2017

Editora: Zit
Gênero: InfantoJuvenil
Onde comprar: Amazon
Páginas: 184
Classificação: 4/5
SinopseFazer quinze anos não é o mesmo que atingir a maioridade – óbvio –, mas, de certa forma, alcancei um pouco mais de autonomia em minha vida. (Traduzindo: minha mãe não consegue mais se meter tanto no que eu faço ou deixo de fazer; ela acabou perdendo um pouco do seu poder sobre mim e isso já é a glória). Eu sei que ainda não conquistei a minha tão sonhada liberdade, mas digamos que subi um degrau em sua direção. É assim que começa a história de Eu, meu cachorro e meus pais separados, um texto bem humorado e sensível, que traduz o pensamento de muitos jovens que se veem na mesma situação de Ariane, que um dia resolve ir morar na casa do pai, com direito a nova esposa esperando um bebê. Ela e Rufus, seu fiel companheiro de quatro patas. Quer saber o que vai acontecer com Ariane e Rufus? Quer descobrir como seus pais fizeram para lidar com essa situação e como é complicado crescer? Embarque nessa deliciosa história e divirta-se!


Ariane acaba de completar 15 anos e tem certeza de que agora sim as coisas mudarão, ela terá mais liberdade, poderá namorar e sua mãe irá parar de pegar tanto no seu pé. Mas a realidade não é exatamente essa, dona Denise continua a mesma, a vida continua a mesma e é quando Ariane decide se mudar para a casa de seu pai achando que as coisas seriam bem melhores.

" Eu precisava, sim, sair depressa da barra da saia da dona Denise. "


Os pais de Ari são separados desde que ela tinha 3 anos de idade e ela aceita muito bem a situação, e Marcos parece ser um pai mais tranquilo, liberal, então tudo ficaria as mil maravilhas, porém o que ela não esperava é que a esposa de seu pai, Karina, iria se sair uma bela de uma madrasta. 




Karina não é muito diferente de sua mãe, não lhe dá total autonomia, vive impondo regras na casa, dando ordens, pegando no seu pé, e Ari evita bater de frente afinal ela está grávida e não pode se aborrecer, e pra deixar tudo ainda pior, seu pai dá razão a esposa, o que deixa Ari roxa de raiva e decepção.
" [...] E na hora entendi perfeitamente o significado da palavra madrasta: eu não passo de uma enteada [...] "


Ainda bem que Ari tem a companhia do seu fiel amigo/irmão, Rufus, seu enorme cão, aaah e Karina não gosta muito da presença de Rufus também. Ari achava que quando morasse com seu pais todos os problemas iriam sumir e ela teria a tão sonhada liberdade, porém toda casa tem suas regras, e elas são necessárias para a boa convivência. 

"Rufus e eu sempre nos entendemos muito bem - acredito que isso se deve, justamente, ao fato de ele não falar; de modo que eu falo e ele me escuta, sem julgamentos. E não poderia ser diferente."


O livro é recheado de conflitos adolescentes como namoro, amizade, traição, pais, regras, festas, rebeldias, e a autora conseguiu descrever tudo isso de forma leve e divertida e Ari tem umas tiradas sensacionais, haha. Vemos durante a leitura o amadurecimento de Ari e a compreensão dela de que limites e regras são necessárias e que seus pais a amam acima de tudo. A adolescência é uma fase difícil, é um turbilhão de emoções e hormônios a flor da pele onde se acha que o mundo está contra você, basta os adultos tentarem compreender afinal já passaram por essa fase.

A edição do livro é muito fofa, deixando a leitura ainda mais divertida e agradável, recomendo para qualquer idade, e já estou louca pela continuação e saber como a Ari vai se sair na nova fase de sua vida. 





 
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