[Resenha Cinematográfica] O Mínimo Para Viver (To The Bone)

04 agosto 2017

Titulo: O Mínimo Para Viver (To The Bone)
Data de lançamento: 14 de julho de 2017 (Na Netflix)
Duração: 1h 47min
Direção: Marti Noxon
Gênero: Drama
Nacionalidade: EUA
Sinopse: Uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.

Nossa protagonista é Ellen (Lily Collins), uma jovem de 20 anos que lida com um distúrbio que afeta muitas pessoas mundialmente: a anorexia. Durante o filme vemos cenas em que Ellen brinca com a comida tentando adivinhar suas calorias e repleta de humor negro, no fim das contas comendo apenas a vagem. Ela mora com seu pai (que raramente está em casa), sua madrasta e meio irmã, a convivência com elas é muito boa e é sua madrasta que, preocupada com a situação de Ellen, a leva em um novo médico que tem métodos nada convencionais de tratamento.


O médico William Beckham (Keanu Reeves) oferece um tratamento que desafia a enfrentar sua condições e adquirir esperança em viver convidando-a a uma casa/clínica. William não trata seus pacientes como coitados, e os questiona se eles realmente querem viver, afinal ele não tratará quem quer morrer. 


Na casa Ellen conhece outros jovens que tem a mesma condição que ela, cada um com suas diferenças e seus motivos, e começamos a conhecer mais sobre o distúrbio alimentar que os acomete. Conforme os pacientes ganham peso, eles ganham pontos que acumulados os dão algumas regalias, como poder sair e fazer o que quiser. A intenção é ser um jogo que os salvarão da morte.


Percebemos que a doença vai muito além de apenas não comer, Ellen mastiga os alimentos e os cospe, não se permitindo engolir, faz abdominais em excesso chegando a machucar suas costas e muitas caminhadas, tudo para não engordar. As cenas em que Ellen é pesada são muito fortes, a câmera foca em sua magreza excessiva mostrando todos os seus ossos e nos dá um certo desespero.

O filme é bem forte, eu mesma senti vontade de chorar em alguns momentos e me identifiquei um pouco, não com a anorexia em si, mas com os sentimentos de Ellen, com a força que ela tem que ter pra enfrentar sua doença. Confesso que fiquei esperando que o filme me desse motivos para Ellen ter anorexia, mas percebi que esse não era o foco dele, o foco era nos mostrar como é ter a doença e como é difícil pra quem passa, e criarmos compreensão e empatia.


Uma cena que também me tocou bastante foi a reunião familiar onde estava a mãe de Ellen e sua namorada, a madrasta e meio irmã. Todas aquelas pessoas falando do distúrbio de Ellen e como isso afetava suas próprias vidas me deixou angustiada, afinal o foco ali era o tratamento da protagonista e não seus próprios problemas, foram atitudes muito egoístas que me deixaram aflita.


Eu esperava mais do final do filme, talvez o meu eu interior esperasse uma solução, um desfecho em que Ellen estaria bem e curada, como se eu precisasse disso pra ter esperanças de que tudo ficaria bem, mas o filme mais uma vez me mostra que eu estava errada. No mundo real a solução não chega de uma hora pra outra, é um processo, um tratamento, uma luta diária contra você mesma e o seu cérebro e isso leva tempo, demora. Então o filme nos mostra Ellen cedendo ao tratamento, se permitindo tentar mudar e não é isso que realmente importa? A partir do momento que você entende sua condição e procura se tratar já é um grande avanço a vitória.


O Mínimo Para Viver trás um tema polêmico de forma simples fugindo do clichê em trazer uma solução e mostrando a realidade. Vale muito a pena assistir. O filme está na Netflix.


ASSISTA AO TRAILER:

Suzane Cruz
Suzane Cruz, 23 anos, baiana que mora na Cidade Maravilhosa. Potterhead, bailarina e formada em Design de Interiores. Andou vivendo o que lê e precisou de companhia.
3 Comentários | BLOGGER
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3 comentários:

  1. Oi Suzane! Tudo bem?

    Comecei a assistir este filme há alguns dias na NETFLIX, mas ainda não o terminei. Li sua resenha e me deu uma certa vontade de continuar a vê-lo, parabéns pela resenha!

    Grande abraço,
    www.cafeidilico.com

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  2. Esse filme é bem pesado em algumas cenas mesmo, tive vontade de parar de assistir em alguns momentos. Eu gostei bastante logo que vi mas li umas críticas na internet que fazem muito sentido e me fizeram mudar um pouquinho a visão que tive sobre ele...
    Beijo!

    Sorriso Espontâneo

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  3. Olá
    Eu achei esse filme simplesmente incrível. Eu queria que fosse uma série, para entender melhor as personagens e ver o tratamento realmente acontecendo.

    Vidas em Preto e Branco

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