[Resenha] Manhãs Esquecidas - Bianca Brighenti

05 março 2018

Editora: Coerência
Gênero: Drama
Página: 94
Classificação: 4/5
Onde comprar: 

Manhãs Esquecidas conta a história de Clarisse é uma jovem que embarca em um emprego novo que não será tão simples. Ela deve cuidar de uma doce senhora com Alzheimer, e lidar com todas as dificuldades dessa doença.

Clarisse é uma jovem muito carinhosa e paciente, e durante seu trabalho ela encontra um diário, e ao começar a leitura dele, acaba se envolvendo por aquelas palavras.

Embarcamos então em outra história, agora de uma jovem de 14 anos que mora com sua avó e sua irmã mais velha. Sua avó Elizabeth é uma mulher incrível, sábia e bondosa, que vê prazer em ajudar o próximo e tenta passar essa empatia para sua neta. Elizabeth é uma senhora muito saudável e lúcida, trabalha e cuida sozinha de suas netas, porém coisas estranhas começam a acontecer. Elizabeth começa a ter brancos constantemente, esquecendo-se de objetos pessoais, os nomes de objetos do cotidiano, coisas que deveria fazer e até mesmo caminhos, chegando ao ponto de se perder.


Elas decidem então que a melhor solução é procurar um médico, e ao buscar ajuda descobrem que nossa senhora possui Alzheimer. Porém naquela época a doença ainda era pouco conhecida, então tudo deveria ser tratado em segredo para que nossa jovem não fosse afastada de sua avó.

Logicamente tudo se torna muito difícil, Elizabeth esquece cada vez mais das coisas, esquecendo-se até mesmo de sua neta, procurando por pessoas que já faleceram e retornando ao passado como se sua filha ainda fosse uma criança. As necessidades fisiológicas também acabam se complicando, e nossa jovem neta está ali, sempre firme, ajudando-a, cuidando, alimentando, limpando, porém, há complicações, precisa-se de remédios, de médicos, de coisas básicas...

Será que ela conseguirá lidar com tudo isso sozinha?

O que sentimos lendo esse livro é o quão essa doença é devastadora, imagine-se sendo esquecido pela pessoa que você mais ama no mundo, imagine-se vendo quem você ama esquecer até mesmo as necessidades básicas como ir ao banheiro. Tudo se torna difícil e doloroso demais. 


Algo que me chamou muito a atenção foi que em certa parte do livro nossa jovem começa a duvidar que exista um Deus, afinal ela estava sofrendo e vendo que ama sofrer. Porém na sua caminhada ela conseguiu ver o cuidado de Deus nos detalhes dos seus dias. Era Ele quem a dava coragem todas as manhãs, Ele quem a dava forças para lutar, Ele nunca a abandonou, nunca deixou de ama-la...

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1 comentários:

  1. Olá Su!
    Esse livro mostra a triste realidade de quem tem essa doença e de quem convive. Acho muito triste o ser humano perder o que tem de mais precioso que são suas memórias.
    A mensagem que esse livro passa é linda.
    Adorei a sua resenha.
    Beijinhos!

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