[Resenha] Esperança e Resistência: O DIÁRIO DE MYRIAM

29 julho 2018

 Editora: Darkside Books
Gênero: Não Ficção
Página: 320
Classificação: 5/5 + FAVORITADO
Onde comprar: Amazon

Myriam é uma garotinha que mora em alepo, maior cidade da Síria e que hoje em dia está destruída, ela começou a escrever seu relato aos 6 anos de idade, em 2011. A guerra da síria é uma guerra muito difícil de se entender, pois consiste em muitos grupos com diversos tipos de interesses e o que eu posso te dizer é que você não terá esse tipo de explicação em O diário de Myriam, pois nem ela entende o que está acontecendo. como explicar pra uma criança os bombardeios, os tiros, os mortos, as destruições, sendo que é difícil até mesmo para nós entendermos?


Em seu diário Myriam nos conta como é sua rotina de vida em casa, na escola, como é o convívio com sua família, e em alguma passagens tão simples como "Hoje consegui ir pra escola", "Papai chegou e foi assistir televisão", "Fiquei pintando na mesa enquanto mamãe cozinha", acabamos esquecendo de que se trata de um livro real, parece até uma simples história de ficção, até que somos acordados por passagens como "Papai me disse pra quando ele der o sinal eu sair correndo de cabeça baixa", "Mamãe passou o dia com os olhos vermelhos", "Nos escondemos debaixo da escada enquanto lá fora acontecem os bombardeios" e voltamos a entender que aquilo é real, é devastador, é cruel, é doloroso, mas é real.


Myriam narra os fatos com a inocência de sua infância, mas ao mesmo tempo não consigo imaginar uma criança de 6/7/8 anos contando fatos tão fortes. ela é uma criança muito curiosa e que sempre pergunta o que está acontecendo, e pensar nela tentando entender o caos que está em sua vida é de partir o coração.


Muitas vezes nós vemos as noticias da guerra na televisão e somos egoístas ao ponto de nem nos importarmos direito, e o livro da Myriam é um sacode, um tapa, um soco no estomago que nos faz acordar e nos sensibilizar, afinal são vidas, vidas que só desejam viver em paz. Muitas vezes falta luz, água, comida, mas eles continuam tentando levar uma vida normal, mesmo com os misseis caindo sobre seus tetos.

A guerra ainda não acabou e nem tem previsão pro seu fim, e isso doí profundamente.

 
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